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Cardiologia

Dia Mundial da Hipertensão

O Dia Mundial da Hipertensão (HTA) é celebrado anualmente a 17 de maio com o objetivo de promover a consciencialização pública da população sobre o perigo desta patologia, assim como estratégias de prevenção e controlo desta doença.

A HTA, também designada por pressão arterial alta, é uma condição na qual os vasos sanguíneos apresentam pressão persistentemente elevada. O sangue é transportado do coração para todas as partes do corpo nos vasos. Cada vez que o coração bate, ele bombeia sangue para os vasos. A pressão arterial é criada pela pressão sanguínea excessiva na parede das artérias, acima dos valores considerados normais, que ocorre de forma crónica. Define-se hipertensão arterial quando a pressão máxima (sistólica) é superior ou igual a 140 mmHg, ou a pressão mínima (diastólica) é superior ou igual a 90 mmHg (1 e 2)

A HTA é um fator de risco major para as doenças cardiovasculares, sendo hoje considerada o principal fator de risco potenciador de doença. Atualmente, a HTA prevalece como um problema de saúde pública com projeção a nível mundial, estimando-se que mais de 1,4 biliões de indivíduos apresentem pressão arterial elevada, ainda assim, apenas 14% apresentam controlo eficaz da mesma. No que concerne ao quadro desta patologia, em Portugal, a taxa de prevalência na população entre 18 a 90 anos é superior a 40%, nomeadamente 44,4% entre os indivíduos do sexo masculino e 40,2% no sexo feminino (3).

Os sintomas chaves que podem levar ao alerta, podem incluir dores de cabeça sobretudo no período da manhã, sangramento nasal, ritmo cardíaco irregular, alterações na visão e zumbido nos ouvidos. Contudo, a hipertensão arterial pode-se manifestar através de sinais e sintomas mais intensos, nomeadamente: fadiga, náuseas, vómitos, confusão, ansiedade, dor no peito e tremores musculares. Se esta não for tratada, a hipertensão pode causar dor torácica persistente (também designada por angina), ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e batimentos cardíacos irregulares, que podem levar à morte súbita (1)

É de salientar que a hipertensão pode causar acidentes vasculares cerebrais (AVC), provocando o bloqueio ou rutura das artérias que fornecem sangue e oxigénio ao cérebro, bem como danos nos rins, que podem levar à insuficiência renal. A hipertensão arterial causa danos no coração ao endurecer as artérias e diminuir o fluxo de sangue e oxigénio para o coração (1).

Existem fatores de risco modificáveis e não modificáveis responsáveis por esta patologia. Destes fatores de risco, apenas nos fatores modificáveis é que é possível intervir por forma a prevenir a hipertensão e doenças associadas do coração, cérebro, rins e outros órgãos. 

No que concerne aos fatores de risco modificáveis, inclui-se as dietas pouco saudáveis ​​(consumo excessivo de sal, dieta rica em gorduras saturadas e gorduras trans, baixo consumo de frutas e vegetais), inatividade física, consumo de tabaco e álcool e excesso de peso ou obesidade (1).

Existem também fatores de risco não modificáveis, que não são passíveis de alterar, uma vez que são intrínsecos às pessoas, destacando-se o histórico familiar de hipertensão, idade superior a 65 anos e doenças coexistentes, como a diabetes ou a doença renal (1).   

A hipertensão pode e deve ser controlada, com recurso a um aparelho que avalia a pressão arterial, através de uma monitorização regular. Para complementar esta avaliação deverá consultar um profissional de saúde para o ajudar a avaliar quaisquer riscos ou condições associadas. A cessação tabágica e do uso nocivo de álcool, bem como alterações alimentares e atividade física, contribuem para a redução da sintomatologia associada à HTA, assim como os seus fatores de risco (1).


Referências Bibliográficas: 

  1. Organization, W. H. (2024). Hipertensão. Obtido de World Health Organization : https://www.who.int/health-topics/hypertension#tab=tab_2
  2. SNS 24. (25 de setembro de 2023). Hipertensão arterial. Obtido de SNS 42: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-do-coracao/hipertensao-arterial/#o-que-e-a-hipertensao-arterial
  3. Mateus-Pinheiro A, Carreira A, Silva R, Coutinho-Teixeira V, Ferreira R. ABORDAGEM DIAGNÓSTICA NA SUSPEITA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL DE CAUSA SECUNDÁRIA NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS – GUIA DE ABORDAGEM INICIAL. RH [Internet]. 18 de Abril de 2024 [citado 16 de Maio de 2024];(100):7-15. Disponível em: https://revistahipertensao.pt/index.php/rh/article/view/122

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